quarta-feira, 23 de julho de 2014

1º Bimestre: Contato Inicial

Jackson Pollock

Intitulo o primeiro bimestre como contato inicial, pois assim interpreto o modo como trabalhamos, nós estávamos literalmente pisando em ovos, pois não tínhamos ideia alguma do que fazer. A equipe NAPEM regional ainda não estava montada, a primeira visita deu-se exatamente no final do primeiro bimestre, o curso de capacitação da Magistra ainda não havia iniciado, as primeiras atividades das áreas iniciaram também no final do primeiro bimestre. Portanto, éramos como pais e mães de primeira viagem, sozinhos, com um filho no colo sem ninguém para nos ensinar o que e como fazer.

Revendo agora a nossa experiência inicial, percebo que fomos (me refiro não só a nós do David Procópio, mas a todas as escolas que já implantaram o REM) corajosos, criativos e profissionais diante do desafio que o isolamento e falta de experiência nos impunha. Na ânsia de conseguir controlar o fluxo das atividades e responsabilidades da coordenação, tomei de empréstimo o guia do especialista das supervisoras e criei para mim, com base na resolução SEE 2052 de janeiro de 2013 um plano de ação para o 1º semestre, acesse aqui.

Também tentei, através de uma reunião marcada com todos os professores do 1º ano, realizar um planejamento anual com base na ementa que havia sido disponibilizada no CRV, bem como a formulação do projeto dos Conteúdos Interdisciplinares Aplicados(CIA). Essa reunião, no entanto, não funcionou. Poucos professores participaram e as atividades do CIA  apenas sugeridas não chegaram a ser elaboradas.

Foi quando percebi que o entrosamento dos professores necessário para o planejamento das atividades seria mais complicado do que havia imaginado e que a metodologia que havia exposto na reunião do início do ano realmente não tinha surtido qualquer efeito. O planejamento é essencial para que o REM funcione e o professor, hoje, não possui formação para tal. Acostumados a planos de aula focados no conteúdo e não nas habilidades, embora o CBC desde 2004 imponha essa perspectiva no currículo escolar, os professores demonstraram dificuldades, muitas, em fazer um planejamento e muitos literalmente “fugiram” dessa atividade.  Em reação a essa “fuga” por desconhecimento dos professores é que me aproximei da equipe de supervisão e pedi para participar da elaboração das reuniões pedagógicas, colocando para supervisão as minhas necessidades enquanto coordenadora do REM que se aproximavam das necessidades da própria supervisão quanto ao trabalho dos professores da área comum.

Enfim, esse contato inicial foi importante para conhecer aquele que acredito ser o principal obstáculo na implantação do REM: o planejamento das aulas. Durante todo o bimestre, me deparei com as dificuldades dos professores em planejar atividades, e não temas de aula, de prever essas aulas e o que seria necessário para elas; foi com base nelas, que programei a agenda do segundo bimestre. 

sábado, 10 de agosto de 2013

Questionário socio-economico

Questionário usado para realizar uma pesquisa socio-economica com a finalidade de traçar o perfil da comunidade atendida pela escola, para produção do PPP. Para executá-los os alunos eram levados a sala de informática, onde preenchiam o formulário, que gera automaticamente planilhas e gráficos com os resultados.

https://docs.google.com/forms/d/1CYDum0gy0tvtT8ZzLgv59P-2xjRc1GbRtfgABSVaVmo/viewform

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Nascimento - Seminário de Percurso Curricular


O seminário de percurso curricular da nossa escola não seguiu as orientações, nas quais eram sugeridas palestras com profissionais da área, palestra com os professores das empregabilidades, enfim algo como uma grande "inauguração". Ao contrário, foi bem sutil, feitos aos poucos, durante toda a semana.



Muitos fatores contribuíram para essa formatação do seminário: o "balde de água fria" que foi a primeira reunião de planejamento com os professores, a insegurança dos professores que assumiram as empregabilidades, as turbulências que a nova carga horária de 16 horas/aula e o sexto horário provocaram na escola. O sexto horário em particular, pois 50% dos nossos alunos dependem do transporte escolar, o que exigiu mudanças na logística de transporte. Além disso, a primeira semana de aula do REM começou com um professor a menos e três professores que não haviam ido ao curso de capacitação em Belo Horizonte em 2012.

Por isso, na primeira semana, todos os professores se organizaram em torno de um programa que previa  uma reflexão sobre o ensino médio, expectativas e muitas, muitas dúvidas sobre as mudanças que estavam sendo operadas na escola. Assim, enquanto os professores seguiam o roteiro das atividades reflexivas, a coordenação interviu com o cartaz acima, com o intuito de aumentar a curiosidade dos próprios alunos. No dia seguinte, cartazes sobre cada uma das áreas "apareceram" no pátio. Só no dia terceiro dia, fui para salas, uma a uma apresentando o REM para os alunos em seus detalhes.



               





Atiçada a curiosidade, o seminário em sala permitiu que os alunos se sentissem mais a vontade para colocar suas dúvidas, e eu, em respondê-las dando-lhes mais atenção. Depois do seminário, foi aplicado um questionário vocacional, para ajudá-los na escolha que fariam. Depois preencheram uma cédula de escolha. Os dois dias restantes da semana foram usados para enturmar os alunos, já que optamos por formar turmas de empregabilidade a partir da escolha da maioria e o remanejamento daqueles cuja escolha diferia da maioria.



Passado o recesso de carnaval, os professores fizeram introduções sobre suas empregabilidades, mas os alunos ainda não haviam sido remanejados, pois muitos estavam em dúvidas, e muitos acabaram voltando atrás em suas escolhas. Ficamos ainda uma semana "amadurecendo" a escolha dos alunos por uma empregabilidade e a nossa por organizá-los em turmas de empregabilidade. 




Somente no dia 23, sábado, os pais foram chamados para uma reunião onde o REM foi formalmente apresentado, sendo explicadas as escolhas feitas pelos filhos. Após a reunião, alunos e pais responderam um questionário avaliando a reunião e confirmando a escolha da filho ou alterando-a, de acordo com a vontade da família. Para conferir o relatório completo clique aqui.



Já ponderei em outra postagem que errei no planejamento do seminário, cuja forma fragmentada não atendeu a uma de suas funções que seria levar o REM para todos os seguimentos, envolvendo assim a escola inteira. Porém, não sei até que ponto a forma fragmentada que o seminário tomou não foi reflexo do modo como a escola recebeu o projeto, afinal, do curso de capacitação à primeira semana de aula, nada na rotina burocrática da escola havia se alterado e a tentativa de trabalhar em grupo com os professores, como descrevi na outra postagem citada, não deixou muita abertura para isso. Sem querer jogar a culpa no outro, mas apenas justificando o modo como as decisões foram tomadas, eu afirmo que usei o material que tinha disponível dentro do tempo limitado. E acredito, olhando agora 4 meses depois, que a forma fragmentada do seminário me parece muito mais consequência da recepção do projeto do que o contrário. Mas, é claro, posso estar enganada.