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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Práticas Exitosas do 1º Bimestre

Tecnologia da Informação: Diante das dificuldades, o nosso laboratório possuía apenas 6 computadores –do projeto PROINFO – funcionando, o professor Antônio Júnior dedicou-se a colocar os outros 14 em funcionamento fazendo por conta própria uma assistência técnica. Além disso, a maioria dos alunos não tinham contato algum com computador, mas ao fim do bimestre já sabiam ligar, desligar, manusear teclado e mouse, além de se apropriar de vocabulário próprio da área. Muitos conheceram através da aula o ambiente virtual, criaram e-mail e conheceram através de sites de busca o potencial de informações da internet.


Meio Ambiente e Recursos Naturais: A professora Maria Cristina conduziu os alunos a criação de projetos educacionais como visitas às escolas próximas sobre o uso consciente da água e debates. Enquanto o professor Luiz Faria, criou – junto com os alunos do 1º C, promoveu aulas sobre a origem da água que os alunos consumiam em suas casas, como análise no microscópio da escola.



Gestão e Empreendedorismo: Com um professor a mesmo, a professora Eloisa Barbosa se desdobrou para introduzir os conceitos teóricos da Administração que culminou em um trabalho de equipe sobre marketing, enquanto a professora Anita Mattos  iniciou um projeto de empreendedorismo com os alunos, transformando a criação da camisa da turma em uma empreitada comercial na qual os alunos puderam se envolver em situações comerciais de contrato.  O professor Tiago Silva, contratado já na metade do bimestre, criou um plano único de estudo condensando os tópicos principais para o primeiro bimestre.


Conteúdos Aplicados Interdisciplinares: Foi aplicado um questionário com questões interdisciplinares sobre “água” e construção de cartazes para conscientização da própria comunidade escolar. A participação dos alunos do curso noturno, no entanto, não teve uma boa participação, a produtividade foi muito baixa em decorrência da falta de motivação gerada pela forma de trabalho – questionário-, e pelo fato do trabalho ser extraclasse –alunos trabalhadores sem tempo para realiza-los, veja o projeto aqui. 

2º Reunião: CBC e CBCe

Reunião Geral – 13/04/2013
Reunião com professores
A reunião de professores foi dividida em duas partes. Na primeira, foram apresentados os tópicos relevantes a rotina escolar como PIP, Avaliações, simulados. A equipe pedagógica apresentou as propostas de reelaboração do projeto Simulado, tornando-o mais próximo do ENEM e de aplicação uma avaliação do professor pelo aluno.

Na segunda parte, os professores da área comum se dividiram em grupo para analisar o projeto das salas-ambientes, veja-o aqui,  para construir regras e metodologias de uso, bem como tentar estimular o uso dos futuros recursos como recursos pedagógicos. Dessa oficina, veja o roteiro aqui, foi gerada a segunda parte do projeto de implantação das salas ambiente, na qual são definidas as formas de uso das salas. 

Enquanto isso, os professores do REM se reuniram para avaliar o primeiro bimestre e receber instruções para o planejamento do segundo bimestre. Nessa reunião, foram observadas pelos próprios professores que "algo” não estava certo. Como eu, enquanto coordenadora, vinha acompanhando individualmente o trabalho dos professores e já havia percebido isso, apresentei minhas observações sobre a nossa prática – que tinha uma proposta ainda muito teórica e fragmentada – e propus um novo modelo de planejamento de projeto fundamentado em “simulações” de situações reais. Ponderada pelos professores, a nova proposta surtiu efeito imediato e surgiu as primeiras inspirações para projetos do segundo bimestre. 

1º Reunião de Professores

1º Reunião de professores – 04/03/2013
Planejamento Anual
Desastre completo: apenas 7 professores do mais de 15 compareceram à reunião. Nela, foi oferecido um modelo de planejamento anual com base no qual projetaríamos o bimestre. A ideia era que os professores se reunissem durante o planejamento para encontrar os pontos em comum entre as diversas disciplinas que permitiriam criar um projeto interdisciplinar.  Porém, a dificuldade em planejar anualmente com ementas e CBC, inviabilizou completamente o trabalho, resultando em trabalhos individuais, onde cada professor pontuou para si mesmo os temas e tópicos de sua disciplina apenas para o primeiro bimestre.


Embora tenha sido um fracasso em termos de produtividade, essa reunião foi fundamental para orientar meu trabalho de coordenação. Tendo em vista a interdisciplinaridade inerente do projeto e total dependência do planejamento para criar as aulas práticas que estão no cerne do REM, não tive outra alternativa a não ser me debruçar sobre a prática do planejamento, primeiro estudando, pois também eu como professora tinha as mesmas deficiências que todos os meus colegas, e depois construindo essa habilidade nos professores. 


1º Bimestre: Contato Inicial

Jackson Pollock

Intitulo o primeiro bimestre como contato inicial, pois assim interpreto o modo como trabalhamos, nós estávamos literalmente pisando em ovos, pois não tínhamos ideia alguma do que fazer. A equipe NAPEM regional ainda não estava montada, a primeira visita deu-se exatamente no final do primeiro bimestre, o curso de capacitação da Magistra ainda não havia iniciado, as primeiras atividades das áreas iniciaram também no final do primeiro bimestre. Portanto, éramos como pais e mães de primeira viagem, sozinhos, com um filho no colo sem ninguém para nos ensinar o que e como fazer.

Revendo agora a nossa experiência inicial, percebo que fomos (me refiro não só a nós do David Procópio, mas a todas as escolas que já implantaram o REM) corajosos, criativos e profissionais diante do desafio que o isolamento e falta de experiência nos impunha. Na ânsia de conseguir controlar o fluxo das atividades e responsabilidades da coordenação, tomei de empréstimo o guia do especialista das supervisoras e criei para mim, com base na resolução SEE 2052 de janeiro de 2013 um plano de ação para o 1º semestre, acesse aqui.

Também tentei, através de uma reunião marcada com todos os professores do 1º ano, realizar um planejamento anual com base na ementa que havia sido disponibilizada no CRV, bem como a formulação do projeto dos Conteúdos Interdisciplinares Aplicados(CIA). Essa reunião, no entanto, não funcionou. Poucos professores participaram e as atividades do CIA  apenas sugeridas não chegaram a ser elaboradas.

Foi quando percebi que o entrosamento dos professores necessário para o planejamento das atividades seria mais complicado do que havia imaginado e que a metodologia que havia exposto na reunião do início do ano realmente não tinha surtido qualquer efeito. O planejamento é essencial para que o REM funcione e o professor, hoje, não possui formação para tal. Acostumados a planos de aula focados no conteúdo e não nas habilidades, embora o CBC desde 2004 imponha essa perspectiva no currículo escolar, os professores demonstraram dificuldades, muitas, em fazer um planejamento e muitos literalmente “fugiram” dessa atividade.  Em reação a essa “fuga” por desconhecimento dos professores é que me aproximei da equipe de supervisão e pedi para participar da elaboração das reuniões pedagógicas, colocando para supervisão as minhas necessidades enquanto coordenadora do REM que se aproximavam das necessidades da própria supervisão quanto ao trabalho dos professores da área comum.

Enfim, esse contato inicial foi importante para conhecer aquele que acredito ser o principal obstáculo na implantação do REM: o planejamento das aulas. Durante todo o bimestre, me deparei com as dificuldades dos professores em planejar atividades, e não temas de aula, de prever essas aulas e o que seria necessário para elas; foi com base nelas, que programei a agenda do segundo bimestre. 

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Nascimento - Seminário de Percurso Curricular


O seminário de percurso curricular da nossa escola não seguiu as orientações, nas quais eram sugeridas palestras com profissionais da área, palestra com os professores das empregabilidades, enfim algo como uma grande "inauguração". Ao contrário, foi bem sutil, feitos aos poucos, durante toda a semana.



Muitos fatores contribuíram para essa formatação do seminário: o "balde de água fria" que foi a primeira reunião de planejamento com os professores, a insegurança dos professores que assumiram as empregabilidades, as turbulências que a nova carga horária de 16 horas/aula e o sexto horário provocaram na escola. O sexto horário em particular, pois 50% dos nossos alunos dependem do transporte escolar, o que exigiu mudanças na logística de transporte. Além disso, a primeira semana de aula do REM começou com um professor a menos e três professores que não haviam ido ao curso de capacitação em Belo Horizonte em 2012.

Por isso, na primeira semana, todos os professores se organizaram em torno de um programa que previa  uma reflexão sobre o ensino médio, expectativas e muitas, muitas dúvidas sobre as mudanças que estavam sendo operadas na escola. Assim, enquanto os professores seguiam o roteiro das atividades reflexivas, a coordenação interviu com o cartaz acima, com o intuito de aumentar a curiosidade dos próprios alunos. No dia seguinte, cartazes sobre cada uma das áreas "apareceram" no pátio. Só no dia terceiro dia, fui para salas, uma a uma apresentando o REM para os alunos em seus detalhes.



               





Atiçada a curiosidade, o seminário em sala permitiu que os alunos se sentissem mais a vontade para colocar suas dúvidas, e eu, em respondê-las dando-lhes mais atenção. Depois do seminário, foi aplicado um questionário vocacional, para ajudá-los na escolha que fariam. Depois preencheram uma cédula de escolha. Os dois dias restantes da semana foram usados para enturmar os alunos, já que optamos por formar turmas de empregabilidade a partir da escolha da maioria e o remanejamento daqueles cuja escolha diferia da maioria.



Passado o recesso de carnaval, os professores fizeram introduções sobre suas empregabilidades, mas os alunos ainda não haviam sido remanejados, pois muitos estavam em dúvidas, e muitos acabaram voltando atrás em suas escolhas. Ficamos ainda uma semana "amadurecendo" a escolha dos alunos por uma empregabilidade e a nossa por organizá-los em turmas de empregabilidade. 




Somente no dia 23, sábado, os pais foram chamados para uma reunião onde o REM foi formalmente apresentado, sendo explicadas as escolhas feitas pelos filhos. Após a reunião, alunos e pais responderam um questionário avaliando a reunião e confirmando a escolha da filho ou alterando-a, de acordo com a vontade da família. Para conferir o relatório completo clique aqui.



Já ponderei em outra postagem que errei no planejamento do seminário, cuja forma fragmentada não atendeu a uma de suas funções que seria levar o REM para todos os seguimentos, envolvendo assim a escola inteira. Porém, não sei até que ponto a forma fragmentada que o seminário tomou não foi reflexo do modo como a escola recebeu o projeto, afinal, do curso de capacitação à primeira semana de aula, nada na rotina burocrática da escola havia se alterado e a tentativa de trabalhar em grupo com os professores, como descrevi na outra postagem citada, não deixou muita abertura para isso. Sem querer jogar a culpa no outro, mas apenas justificando o modo como as decisões foram tomadas, eu afirmo que usei o material que tinha disponível dentro do tempo limitado. E acredito, olhando agora 4 meses depois, que a forma fragmentada do seminário me parece muito mais consequência da recepção do projeto do que o contrário. Mas, é claro, posso estar enganada.






terça-feira, 28 de maio de 2013

A Gestação I - Janeiro de 2013


Durante o mês de janeiro, eu -a coordenadora- e a professora Maria Cristina nos reunimos para produzir um projeto de construção das salas ambiente, em conjunto também foi elaborado um projeto de segurança para a escola, com o intuito de resguardar os novos bens adquiridos com o REM.  Esse projeto, entretanto, passou por reformulações posteriores, analisado e emendado em reunião específica para o PPP da escola( veja nas próximas postagens)

Realizado o projeto e entregue a Direção, me entreguei ao planejamento da reunião de planejamento do início do ano. Apresentei uma metodologia - que criei durante o mês de janeiro- para viabilizar o trabalho em equipe com todo 1º ano, tendo em vista os conteúdos interdisciplinares do noturno e a colaboração entre os professores do CBC e REM. (visualize a apresentação aqui e o manual aqui). A recepção não foi muito boa, não consegui convencer os professores da necessidade do planejamento em equipe, circulou pela sala comentários do tipo "eu sempre fiz assim e deu certo, não vou mudar agora" e, por fim, apenas os professores do REM se reuniram, duas semanas depois,  para realizar um planejamento anual com base nas ementas disponibilizadas na CRV (centro de referência virtual). Mais detalhes dessa reunião aqui.

O ano letivo seria iniciado assim:  a escola andava as voltas com a solução para o transporte escolar, os professores de maneira geral estavam preocupados com a nova organização do trabalho (tinha finalmente saído a resolução que alterava o número de 18 aulas para 16). Os professores ainda não havia organizado material algum sobre suas empregabilidades, pois ainda não havia sido disponibilizados os conteúdos do CRV. Para piorar, como nem todas as empregabilidades tinham ainda professores, tive que me desmembrar em aplicar as atividades da primeira semana e planejar o Seminário de  Percurso Curricular. 

Eu estava em apuros!

Observando agora, de longo, avalio três problemas interligados na forma como conduzi o REM: 

1. A minha falta de critério para identificar a prioridade, ou trocando em miúdos, passei o carro na frente dos bois.  A montagem das salas ambientes é uma das prioridades do REM, mas não a primeira delas. Naquele momento eu deveria ter me dedicado ao Seminário de Percurso Curricular. Se assim eu tivesse feito, não teria passado pelo segundo problema, que foi

2. A minha ineficiência em criar um senso de equipe, pois poderia ter colocado o Seminário de Percurso Curricular  como uma atividade de toda a escola, envolvendo assim todos em um projeto coletivo e dinâmico, induzindo o sentimento de equipe a surgir desse trabalho coletivo. Se assim eu tivesse feito, não teria passado pelo 3º problema, que foi 

3. A falta de tempo para as demandas, pois todo o Seminário Curricular ficou centralizado em mim, impedido dessa forma que os professores participassem e, de quebra, afastando-os ainda mais. 

Realmente, eu percebi tanto no curso de capacitação quanto nas orientações, uma sobrevalorização do Seminário de Percurso Curricular, porém o verdadeiro sentido dele não havia ficado claro para mim. Para mim, ele não passava de uma apresentação formal das mudanças que ocorreriam na escola para a comunidade escolar. Mas ele é muito mais do que isso: Ele é o centro gravitacional do projeto.

Através dele, o coordenador permite o encontro dos alunos, docentes, funcionários, pais e sociedade para ouvir e discutir a educação dos seus jovens. 

Acredito que minha inépcia tenha origem na minha formação profissional. Sou professora licenciada em Letras e não em Pedagogia, minha experiência como professora me condicionou a uma visão fragmentada da escola, causada por seu próprio trabalho fragmentado (Marx, como sempre, estava certo!). O professor enxerga a escola do ponto de vista das inúmeras "salas de aula"  com vários objetivos, com várias metodologias, como várias obrigações diferentes, e não do ponto de vista institucional como uma única equipe organizada em função de um objetivo.


Descobri que muitas tensões entre professores e especialistas se devem a essa diferença de ponto de vista não é de opinião - do que cada um acha ou gosta, mas do modo como veem a mesma realidade. Ao falar do seminário de percurso curricular, talvez um pedagogo consiga  interpretá-lo como um instrumento socializador, um instrumento de coordenação da comunidade escolar, mas para do ponto de vista do professor parecia apenas um encontro. 

Mas como nem todo leite foi ainda derramado, tentarei agora no final do segundo bimestre uma manobra para tentar resolver essa "falha".