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quarta-feira, 23 de julho de 2014

Relatório dos conteúdos noturnos

Do cumprimento dos Conteúdos Interdisciplinares Aplicados e Conteúdos Práticos do Noturno

O cumprimento dos Conteúdos do noturno estão atrelados a disponibilidade de tempo e espaço dos alunos no contra turno. Como em sua maioria são alunos trabalhadores, a principal dificuldade para implementação dos conteúdos é encontrar alternativas para que estes alunos possam executar as atividades relativas a cada um dos conteúdos. Assim, a participação e envolvimento tanto de alunos quanto de professores o principal dificuldade enfrentada pela coordenação.
No que diz respeito aos Conteúdos Práticos, a principal dificuldade é marcar visitas técnicas e excursões, pois os alunos não podem faltar o emprego para viajar. Dessa forma, em nossa escola, era praticamente impossível usar as mesmas atividades da empregabilidade do diurno para o noturno. O que obrigou o coordenador a assumir a responsabilidade sobre os trabalhos e atividades dos Conteúdos Práticos, além da responsabilidade já regimentada sobre os registros, pois o professor não havia assumido essa disciplina e, portanto, não tinha obrigações com relação a ela.
No que diz respeito aos Conteúdos Interdisciplinares, o principal obstáculo é  envolver professores do CBC no projeto Reinventando, pois muitos apontam a dificuldade em construir projetos coletivos por conta própria, a desmotivação, desilusão e o receio com que a maioria dos docentes encaram os novos projetos criam um desconforto que impede o envolvimento espontâneo dos profissionais, obrigando dessa forma o coordenador a traçar estratégias como oficinas, para que tais projetos sejam efetivados.
A principal lição tirada da experiência desse ano é que o coordenador precisa intervir diretamente nas atividades dos Conteúdos Interdisciplinares e Práticos, em função tanto das necessidades dos alunos, tanto pelas necessidades dos professores.

Do modo como foram cumpridos os Conteúdos Interdisciplinares Aplicados e Conteúdos Práticos do Noturno

                A melhor forma de representar o modo como foram cumpridos os Conteúdos dos Noturno é “tentativa e erro”. A cada bimestre uma estratégia era usada e diante de seus resultados insatisfatórios, era substituída por outra até que conseguimos cumprir integralmente as orientações dadas.
No primeiro bimestre, a tentativa de reunir os professores do CBC e CBCe foi frustrada, pois descobriu-se uma enorme deficiência conceitual tanto sobre o que seja aula prática, interdisciplinaridade e, principalmente, construção coletiva de projetos. Por isso, a saída foi o a produção de um projeto, chamado “água para todo o lado” que envolvia tanto os conteúdos interdisciplinares, que consistiu em um questionário baseado em tema transversal - “água”- com perguntas que envolviam habilidades de todas as disciplinas, quanto os conteúdos práticos que envolviam a produção de trabalhos desenvolvendo as competências das empregabilidades, apresentação de um relatório digitado (TI) sobre a pesquisa feita na comunidade e um relatório de oportunidade de negócio para gestão e empreendedorismo.
No segundo bimestre, a coordenação em conjunto com os especialistas iniciaram um conjunto de reuniões pedagógicas com base na deficiência conceitual observada no primeiro bimestre, focando assim as reuniões de Cumprimento de Carga Horária em estudos de conceito de aula prática, interdisciplinaridade e outros. Novamente, não houve entrosamento entre os professores do CBC e CBCe para execução de um projeto, pois eles alegavam não perceber de que maneira poderiam ser relacionadas as disciplinas do CBC às das empregabilidades. Em função disso a coordenação do REM novamente interviu criando um projeto “minha escola é meu primeiro currículo” envolvendo os conteúdos interdisciplinares aos aplicados,  no qual cada professor deveria selecionar um texto que informasse sobre as aplicações práticas de sua  disciplina para o cotidiano e o trabalho. A partir de cada um desses textos, o aluno produzia um parágrafo argumentativo explicando qual era a contribuição de cada disciplina para a formação da sua “empregabilidade”, considerando-a como uma competência.  Aproveitando  os conhecimentos construídos foram elaborados, nos conteúdos práticos, um currículo com base nas habilidades e competências para o trabalho desenvolvidas pelas disciplinas do CBC. Os currículos individuais, geram posteriormente a produção um currículo só, que virou um cartaz exposto na reunião com a comunidade no Dia D.
No terceiro bimestre, tomamos a dificuldade de relacionar conteúdos e Habilidades do CBC e CBCe, construímos um projeto de feira de conhecimento para todo o ensino médio, finalmente conseguimos apresentar um projeto mais próximo daquele esboçado nas orientações do REM. Os projetos do primeiro ano do REM, precisavam relacionar obrigatoriamente uma disciplina do CBC ao CBCe que cursavam. A partir desse projeto, eles deveriam pesquisar sobre o assunto e apresentar uma palestra para os próprios colegas da escola, de uma turma do ensino fundamental e uma do ensino médio. A participação do coordenador do REM, nesse caso foi muito intensa, já que era preciso construir efetivamente e quase individualmente as relações entre os CBC e CBCe em conversar informais com um ou dois professores, dando ideias, sugerindo temas, formas de interação e apresentação do tema. Além de organizar toda a logística de apresentações de palestras que envolvia a organização de entrada e saída de aluno de um turno em outro na escola, montagem de recursos como Datashow, preparação de sala para encenação de teatro, por exemplo. Assim, conteúdos práticos e interdisciplinares não podiam mais ser dissociados, pois eram trabalhados simultaneamente no estudo para e produção da palestra.
Finalmente no quarto bimestre, dando continuidade ao projeto de feira de conhecimento, os alunos com base no mesmo tema estudado e apresentado, produziram recursos didáticos diferentes para a exposição propriamente dita para toda a comunidade. Novamente conteúdos práticos e interdisciplinares se fundiram dando origem um trabalho produtivo, no qual os alunos trabalhavam no horário do almoço e fins de semana, que originou maquetes e experimentos para serem expostos. Novamente, o coordenador atuou junto tanto dos professores quanto dos alunos na organização, orientação desses trabalhos, em pequenas e rápidas reuniões com cada um dos grupos.
                
Dos registros dos Conteúdos Interdisciplinares Aplicados e Conteúdos Práticos do Noturno


                Os registros das atividades seguem dois formatos: o diário de classe e o portfólio. No diário de classe, optamos por descrever suscintamente o projeto e registrar com uma presença ou falta a apresentação do trabalho que equivaleria ao total de horas do Conteúdo para um bimestre, por exemplo, para todos os alunos que apresentaram as palestras no terceiro bimestre foi dado como cumprido a carga horária tanto nos conteúdos interdisciplinares quanto nos conteúdo práticos. Para representar  a qualidade de conteúdo e forma dessa palestra foi usado o sistema de atribuição de notas por valores, tal como nas demais disciplinas. Já o portfólio traz uma cópia do projeto, um relato do coordenador do desenvolvimento das atividades e evidências das mesmas. 

ENCERRAMENTO DO ANO LETIVO: FESTIVAL DE MÚSICA E ARTE 06/12/2013

Festival de Música e Arte – 06/12/2013


O festival foi uma iniciativa dos professores Eloisa Barbosa e Adailton Santos. Nele foram expostos os trabalhos artísticos desenvolvidos pelo professor com o ensino fundamental, entrega de certificado dos monitores, entre eles, os monitores do REM que trabalharam com a inclusão digital dos alunos do ensino fundamental do turno da tarde, Luan e Railpho. Também contamos com apresentação e dança e música dos alunos e ex-alunos da escola. 

Excursão ao Parque Vale dos Contos – Ouro Preto 12/12/2013 - Turmas 1º A, B, C e E

O Projeto Vale dos Contos é uma iniciativa única no âmbito cultural brasileiro. Promovida pela Prefeitura de Ouro Preto, em parceria com a Agência de Desenvolvimento Econômico e Social de Ouro Preto (ADOP), apoio do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e patrocínio da Vale, a iniciativa prevê a realização de atividades gratuitas na área de arte, música, teatro, educação e saúde. O objetivo da ação é promover a reintegração do Parque dos Contos, construído em parceria com a Prefeitura Municipal, o espaço de lazer de 360 mil metros quadrados está situado em pleno centro histórico de Ouro Preto, entre a Igreja do Pilar, a Casa dos Contos e a Rodoviária, e recebeu um intenso tratamento paisagístico e a instalação de trilhas e espaços de receptivo (cantinas, quadras, praças, mirantes e auditórios). O Projeto aposta em três eixos básicos, Saúde, Cultura e Educação, responsável pela geração de aproximadamente 500 postos de trabalho diretos e indiretos, contribuindo ainda para o desenvolvimento econômico e social de Ouro Preto.

Objetivos: Conhecer um empreendimento na área de Meio Ambiente
Ampliar a visão sobre os serviços que podem ser oferecidos por um parque

Aprender sobre áreas de preservação

Reunião com os pais do 9º anos das E.E. Professor David Procópio e Monsenhor Rodolfo - 03/12/2013



O Objetivo principal da reunião era apresentar o projeto Reinventando o Ensino Médio aos pais dos futuros alunos de 1º ano, deixando-os a par do processo de escolha e desenvolvimento do projeto. Para isso a reunião foi aberta com o diretor, Edson Fontes, que expôs o Projeto como uma oportunidade de qualificação a mais para o jovem. Dando lugar posteriormente a fala da Coordenadora, Ana Carolina, que apresentou as empregabilidades e o processo de escolha e o aumenta na carga horária. Em seguida foi passada apalavra para a professora Maria Cristina que apresentou a proposta pedagógica, dando ênfase aos resultados conquistados neste ano de implantação. Para finalizar, a aluna do primeiro ano de Gestão e Empreendedorismo, Mariana, falou sobre o que aprendeu,  sobre as oportunidades que essa aprendizagem lhe forneceu e como esse conhecimento mudou sua vida e de sua família.  A o final, nos colamos a disposição dos pais e alunos para dúvidas. 

REUNIÃO COM A COMISSÃO DO PROEMI 20/11/2013

No dia 20 de novembro, às 17:00, na biblioteca da E. E. Professor David Procópio, foi realizada a reunião com os professores Débora Carmen de Freitas Mattos, Ewerton Renato Soares de Paiva, Antônio Júnior de Paula Carvalho, Eloisa Maria Barbosa de Paiva, Adailton Damião dos Santos, a coordenadora do projeto Reinventando o Ensino Médio Ana Carolina Fernandes Gonçalves, as especialistas Maria do Carmo Toledo, Flávia Lopes Singulano,  e o diretor Edson de Souza Fontes para traçar o plano estratégico de implantação do projeto “Feira de Conhecimento” para o ano de 2014,  já apresentado para todos os professores do ensino médio em reunião anterior realizada no dia 30 de outubro do corrente ano, como proposta da escola para o ProEMI. A reunião foi introduzida como um breve diagnóstico da escola, no qual a cidadania, entendida como comportamento socializado de limpeza pública, convivência social e uso consciente do bem público, foi considerada uma questão emergencial em vista dos problemas de depredação, indisciplina e falta de valores observados, sobretudo nos alunos mais novos do ensino fundamental II. Em função dessa necessidade, os professores entraram em acordo de que o projeto de Feira de Conhecimento do Ensino Médio deveria versar sobre os eixos de cidadania citados acima, colocados pelos professores orientadores como temas de pesquisa para os alunos do ensino médio, que além de estudar os problemas, devem elaborar um trabalho de conscientização através de ações pontuais em todos os turnos, com todos os alunos.  Também foi decidido que os professores que não demonstrarem interesse em participar do projeto como orientadores, poderiam participar como colaboradores dos professores orientadores, auxiliando-os no desenvolvimento dos trabalhos. Por fim, foi proposta e aceita a sugestão que incorporar a avaliação da dos trabalhos realizados para a Feira de Conhecimento, cujo valor ficou definido em 5,0 (cinco) pontos  nas notas bimestrais de todas as disciplinas, e o conceito de compromisso, usado para medir a participação dos alunos fosse usado como ferramenta de observação dos trabalhos realizados no contraturno, geridos pelos líderes dos grupos em relatórios de atividades apresentados ao professor orientador. Não tendo mais nada discutir no momento, a reunião foi encerrada. Não tendo mais nada informar, lavro e assino a ata junto com os demais presentes.

Excursão a Feira de Tecnologia em BH – 1º D e F 22/11/2013

A TECNOFEIRA 2013 aconteceu nos dias 22 e 23 de novembro com a exposição de 57 Projetos de Conclusão de Curso dos alunos da 3ª série do curso técnico em informática do COTEMIG.  Além dos estandes dos alunos expositores, a feira possui estandes institucionais do COTEMIG e espaços atrativos, como estandes de jogos, campeonatos e oficinas, sempre apresentando novidades na área de tecnologia, informática e sustentabilidade. As entidades apoiadoras do evento também expõem atrações variadas para o público. Nos auditórios do Minascentro acontecem palestras técnicas, ministradas por profissionais de renome no mercado.

Objetivo: Conhecer projetos desenvolvidos na área de Tecnologia de Informação
Trocar experiência com alunos do Curso Técnico

Ampliar o conhecimento relativo à tecnologia de informação, através da apresentação de projetos em diversas áreas

Feira do Conhecimento – 2º parte – Exposição 9-11-2013


Com certeza o fato mais surpreendente dessa etapa foi a autonomia que observamos na maioria dos alunos para concluir os trabalhos da feira. Não foi preciso lembra-los da data, não foi preciso “empurra-los” para terminarem as apresentações. Os alunos moviam-se autonomamente, corriam atrás, se mostravam dispostos, procuravam os professores para ajuda-los. Essa autonomia não apenas não era observada, como era sentida sua falta pelos professores. Daí a avaliação positiva da maioria em relação a feira: a apresentação dos alunos estava mais concreta, dominavam melhor o assunto, estavam amis dispostos, os trabalhos em sua maioria mais elaborados com temas originais, diferentes dos anos anteriores. Ao final da feira, era possível perceber nos alunos o orgulho da missão cumprida. O maior sucesso da feira consiste nisso: desenvolver, sobretudo no primeiro ano, a autonomia do trabalho pela disposição, a responsabilidade individual e coletiva sobre os resultados finais de um projeto coletivo, além, é claro, da aquisição de novos conceitos científicos pertinentes ao tema pesquisado. 

4º Bimestre : Avaliação

O quarto bimestre foi dedicado ao término do projeto Feira de Conhecimento e a retrospectiva do ano. O saldo do ano, do ponto de vista da coordenação, é positivo, embora os resultados sejam ainda muito subjetivos, isto é, ainda não podem ser observados a “olho nu”. Avançamos muito na construção de conceitos pedagógicos, na compreensão dos novos objetivos da educação pública e nas novas práticas educacionais. Porém, a aplicação desses novos conceitos ainda não foram efetivas, pois falta ainda consolidar os conceitos construídos. Assim sendo, o quadro que se adianta é a necessidade de voltar a esses conceitos, fixando-os, e aplicando-os em situações pedagógicas reais na sala de aula. 

A Feira de Conhecimento, por exemplo,  foi muito importante para esclarecer a definição prática do que significa trabalhar com projetos, algo que havia sido colocado para os professores desde o segundo bimestre, mas como foi observado durante os bimestres, o conceito de aula prática e, por extensão, o de projeto não estavam amadurecidos o suficiente para elaborarem sozinhos projetos de empregabilidade. O lado bom, é que agora temos uma referência concreta para planejar o próximo ano, e os resultados positivos da feira podem animar mais os professores a participar dos projetos escolares.  Outro ponto que o projeto da feira deixou claro, é a imaturidade para trabalharem autonomamente. Com as dificuldades observadas esse ano, poderemos traçar com mais objetividade os projetos, observando as dificuldades comuns deles.


Já retrospectiva feita através das reuniões de pais, apresentação no Festival de Música e Arte e finalização dos trabalhos e autovaliações, foi possível observar e projetar para a comunidade a “sacudida” que o REM fez na escola, como reuniões de professores mais objetivas e focadas em conceitos e práticas, estratégias para solucionar problemas imediatos colocados pelos próprios professores, dedicação dos alunos nos trabalhos para a Feira de Conhecimento e viagens de fim de ano. 

FEIRA DE CONHECIMENTO 1º PARTE – PALESTRAS

A fim de tornar a Feira de Conhecimento como o espaço propício para o desenvolvimento prático dos conhecimentos construídos nas empregabilidades durante o primeiro semestre, foi elaborado, junto com os professores das áreas de empregabilidade, projetos que envolvessem todo o conhecimento de forma produtiva e dinâmica, a partir dos roteiros em anexo. Tais roteiros foram incorporados como planejamento bimestral, transformando o projeto de Feira de Conhecimento no programa das empregabilidades para o terceiro e quarto bimestres. Incluiu-se também o trabalho de pesquisa realizado no contraturno como Conteúdos práticos extraclasse e a preparação para palestras como o trabalho de Conteúdos Interdisciplinares Aplicados para as turmas do REM Noturno.
Os  professores orientadores tiveram um mês, de 23 de agosto- quando o projeto foi apresentado a todos os alunos- a 28 de outubro – quando iniciaram as palestras -  para preparar seus grupos de pesquisa para organizar uma palestra de teor teórico que foi apresentado para uma turma de ensino fundamental e,ou uma do ensino médio, sorteadas pela comissão organizadora. As turmas do primeiro ano, apresentaram duas palestras, sendo uma necessariamente para uma turma de 9º ano, promovendo assim uma aproximação dos futuros alunos do Reinventando com as empregabilidades. Coube ao orientador não só acompanhar as pesquisas sobre o tema, mas também a metodologia de apresentação, a adequação da linguagem para o público e assistir a uma apresentação prévia para avaliação e correção de possíveis falhas da apresentação.
As palestras, embora teóricas, deveriam explorar recursos criativos de exposição para estimular o interesse do público, introduzindo o tema que será explorado na feira de conhecimento, sem, no entanto, adiantar o conteúdo do trabalho que será exposto na feira. As palestras tiveram durações de no máximo 50 minutos e todos os alunos do grupo deveriam participar dela. Os alunos do ensino médio apresentaram suas palestras durante o horário normal de aula do seu público-alvo – as turmas sorteadas- sendo o grupo de alunos acompanhado durante toda a palestra pelo professor responsável pela turma naquele horário, que  não só cedeu sua aula como permaneceu em sala durante toda a palestra. Ao final desta, foram distribuídos ao público um questionário com critérios pré-estabelecidos pela comissão organizadora para avaliar a palestra proferida. Essa avaliação foi transformada em nota usada para a pontuação final do grupo e equivaleu a 3,0 pontos.

REUNIÃO DE PAIS DA ESCOLA DOM FRANCISCO DAS CHAGAS DA COMUNIDADE RURAL DO CAREÇO

Apresentação do REM à comunidade 09/10/2013

O diretor da escola, Edson Fontes, e a coordenadora do REM, Ana Carolina, foram recebidos pela diretora Silvete Ferreira  para expor, primeiramente aos pais do 9º ano, e extensivamente a toda a comunidade, em linhas gerais a proposta do Reinventando o Ensino médio, tirando dúvidas sobre o sexto horário e o transporte, as visitas e aulas práticas, as empregabilidades e seus conteúdos.

12ª Reunião com professores

Apresentação da Cartilha de Disciplina – 25/09/2013
Reunião destinada a apresentação para apreciação dos professores da cartilha de disciplina com situações problemas para utilização dos meios propostos pela cartilha para solucioná-los com o intuito de testar a eficácia da cartilha. Além disso, foi pedido o maior engajamento dos professores no Projeto da Feira de Conhecimento, sobre o qual foram feitas algumas críticas e sugestões sobre o procedimento adotado para a participação dos professores avaliadores como o uso de critérios claros e objetivos, além do anonimato dos professores avaliadores.

Curso de Capacitação do REM

O curso de capacitação, de 09 a 13-09-2013 foi muito bom do ponto de vista da coordenação, que embora não tenha participado diretamente, pode contar com uma mudança na perspectiva dos professores sobre o próprio trabalho causada pela troca de informações e observações com colegas de outras escolas, permitindo assim aos professores realizarem uma autoavaliação de sua produção.  Os professores chegaram do curso cientes de falhas e motivados para dar uma nova guinada nos trabalhos do REM. A coordenação, durante a ausência dos professores,  preparou os alunos do REM para o projeto da Feira de Conhecimento, apresentando as necessidades e exigência desse novo projeto, reanimando as turmas e motivando-as para o trabalho prático que seria desenvolvido.  Assim, na segunda-feira, dia 16, tanto alunos quanto professores se encontraram e compartilharam em sala a nova motivação que ambos haviam desenvolvido durante a semana que havia se passado.

Essa parada, proporcionada pelo curso, foi fundamental para que a coordenação pusesse em prática a intervenção planejada desde o início do bimestre e formalizada através do projeto da feira de conhecimento, com o intuito de retornar o projeto para aulas práticas e construtivas.

11ª Reunião com os professores

O que é PIP – 28-08-2013

Reunião realizada como resposta às observações feitas sobre o conceito de aula prática observado nos discursos dos professores durante as oficinas de construção do PIP. Exposição de uma proposta pedagógica com recursos didáticos variados e apresentação do “Carrinho” ou Laboratório Móvel onde foram colocados exemplares de revistas temáticas existentes na biblioteca, boneco do corpo humano, jogos variados como UNO, detetive, jogo da vida, brinquedos pedagógicos para frações etc.  Apresentação em linhas gerais do projeto “Feira de conhecimento”.

Entrega para os professores dos planejamentos para Feira de Conhecimento como orientações para o trabalho em sala, durante o 3º e 4º bimestre, de acordo com reunião individual feita com cada professor em seu horário individual de CCH.

Visita a COPASA

Vista realizada DIA 27-08-2013 pela turma de Meio Ambiente e Recursos Naturais para ampliar o conhecimento sobre tratamento de água.

Palestra da contadora Rosária Ivanir da Silva


Palestra realizada 15-07-2013 da contadora Rosária Ivanir da Silva organizada pela profª Eloisa para os alunos de Gestão e Empreendedorismo com o objetivo de aprofundar o conceito de microempreendedor, como abrir o próprio negócio, como se cadastrar como microempreendedor. 

Reunião com líderes- noite

Ata da reunião com líderes de turma realizada no dia treze de agosto do ano de  dois mil e treze com a coordenadora do Reinventando o Ensino Médio na biblioteca da escola no horário  de 20:00 às 21:40 com os líderes do 1º ano E, Normando Alexandre de Jesus, e 1º ano F, Angélica de Freitas Almeida , na qual os alunos expuseram críticas e sugestões sobre o andamento do projeto. O primeiro tópico abordado na reunião foi a exposição do REM, ocorrido no sábado anterior – dia dez de agosto de dois mil e trezes, sobre a qual os alunos da empregabilidade de Gestão e Empreendedorismo e Tecnologia da Informação relataram não terem sido preparados para participar e informados sobre ela apenas na sexta-feira. Os líderes também foram informados sobre a Feira de Conhecimento a ser realizada em data ainda não definida, mas prevista para ocorrer no final do mês de outubro, sobre a qual a coordenadora sublinhou que os trabalhos a serem apresentados pelas  turmas de primeiro ano  devem ser os resultados dos projetos desenvolvidos nas aulas de empregabilidade. Em consequência da proximidade da feira de conhecimentos, foi levantada pela coordenadora a importância da confecção de uniformes para cada área de empregabilidade tanto para ser usado na feira quanto em viagens e visitas realizadas pelas turmas. Com base nessa necessidade foi estipulado um plano de ação para os líderes realizarem (ou para que um auxiliar por eles escolhido faça) no qual foram estipuladas as metas de  até dia vinte e oito de agosto criar através de um consenso com a turma o modelo da camisa de uniforme e até dia doze de setembro ter enviado o projeto da camisa para a empresa que a confeccionará. Logo após a definição dos prazos para a confecção de camisa, a coordenadora pediu que os líderes relatassem como tem sido as aulas de empregabilidade. A característica mais ressaltada em todos os relatos foi a de que as aulas estão “cansativas”, pois nelas o conteúdo é transmitido oralmente como apoio de apostila ou cópia do quadro.  Na área de Gestão e Empreendedorismo, os alunos apresentaram descontentamento, pois as aulas são teóricas e não rendem, repetindo a mesma atividade por várias aulas. Na área de Tecnologia da Informação, observou-se a crítica sobre a falta viagens e palestras agendadas e a monotonia das aulas em função da repetição do mesmo tipo de atividade em todas as aulas, a falta de aplicação das aulas para o mercado de trabalho e comentaram sobre a sugestão dada pelos alunos ao professor sobre uma viagem a FIAT em Juiz de Fora. Ao serem questionados sobre a indisciplina e evasão do turno noturno, os  alunos disseram sentir receptividade dos colegas ao sugerir o projeto de uma “Sexta Cultural” com exibição de filmes ou campeonatos de futsal. A reunião foi concluída, com o registro dos tópicos no caderno do líder, por parte dos líderes e com o destaque da coordenadora para as metas e prazos estabelecidos durante a reunião. 

Reunião com líderes de turma - manhã

Ata da reunião com líderes de turma realizada no dia treze de agosto do ano de  dois mil e treze com a coordenadora do Reinventando o Ensino Médio, Ana Carolina Fernandes Gonçalves, na biblioteca da escola em dois horários, de 10:40 às 12:00, com os líderes do 1º ano A, Macely Mayara Ferreira Freitas; 1º ano B, Talia Aparecida de Paula; 1º ano C, Cristiana Maria Amaral; 1º ano D, Railpho Araújo Coelho, na qual os alunos expuseram críticas e sugestões sobre o andamento do projeto. O primeiro tópico abordado na reunião foi a exposição do REM, ocorrido no sábado anterior – dia dez de agosto de dois mil e trezes, sobre a qual os alunos da empregabilidade de Gestão e Empreendedorismo relataram não terem sido preparados para participar e informados sobre ela apenas na sexta-feira, véspera da exposição, não tendo por isso, muito tempo para se prepararem. Os alunos ressaltaram seu desapontamento porque se sentiram sozinhos e perdidos na realização do trabalho, principalmente ao procurarem os professores para orientação. Segundo relato dos alunos, apenas a professora Eloisa Barbosa informou os alunos a respeito da exposição, enquanto a professora Anita Mattos afirmou não saber sobre a exposição e se negar a ajudá-los, pois era seu dia de folga. A coordenadora   informou que a exposição ficou definida pelos professores em reunião realizada dia dez de julho e registrada na circular número dois emitida no dia dezessete de julho do ano corrente, como consta a declaração de recebimento assinada pela professora. Segundo relato do líder, a turma de tecnologia da informação não foi informada e preparada para a exposição, sendo apenas convidada como as demais turmas para a reunião. A turma de Recursos Naturais e Meio Ambiente, segundo observações da líder, foi bem preparada, porém destacou a falta de recursos materiais que teria dificultado a apresentação, sem no entanto, prejudicá-la.  Os líderes também foram informados sobre a Feira de Conhecimento a ser realizada em data ainda não definida, mas prevista para ocorrer no final do mês de outubro, sobre a qual a coordenadora sublinhou que os trabalhos a serem apresentados pelas  turmas de primeiro ano  devem ser os resultados dos projetos desenvolvidos nas aulas de empregabilidade. Em consequência da proximidade da feira de conhecimentos, foi levantada pela coordenadora a importância da confecção de uniformes para cada área de empregabilidade tanto para ser usado na feira quanto em viagens e visitas realizadas pelas turmas. Com base nessa necessidade foi estipulado um plano de ação para os líderes realizarem (ou para que um auxiliar por eles escolhido faça) no qual foram estipuladas as metas de  até dia vinte e oito de agosto criar através de um consenso com a turma o modelo da camisa de uniforme e até dia doze de setembro ter enviado o projeto da camisa para a empresa que a confeccionará. Logo após a definição dos prazos para a confecção de camisa, a coordenadora pediu que os líderes relatassem como tem sido as aulas de empregabilidade. A característica mais ressaltada em todos os relatos foi a de que as aulas estão “cansativas”, pois nelas o conteúdo é transmitido oralmente como apoio de apostila ou cópia do quadro. Na área de gestão e empreendedorismo, ressaltou-se que as atividades desenvolvidas são de leitura de textos, responder questionários por escrito e preencher formulários. Na área de Recursos Naturais e Meio Ambiente, o uso do Datashow é prejudicado pelo tempo de instalação do aparelho e pelo abandono das aulas práticas no laboratório, frisando inclusive a perda do experimento iniciado pelo professor Luís Faria, que deixou a disciplina no final do segundo bimestre, também reclamaram da falta de palestras e viagens como complemento das atividades. Na área de Tecnologia da Informação, observou-se a mesma crítica sobre a falta viagens e palestras agendadas e a monotonia das aulas em função da repetição do mesmo tipo de atividade em todas as aulas. Ao serem questionados sobre a indisciplina durante as aulas, os alunos apontaram a conversa e a brincadeiras como as principais ocorrências causadas pelo desinteresse provocado pela aulas cansativas com metodologias pouco estimuladoras ou “interessantes”. Os alunos deram como exemplo as aulas do professor..., na qual observa-se maior participação e interesse em função da forma como as aulas são geridas, utilizando recursos que impedem a monotonia e, consequentemente, a indisciplina. A reunião foi concluída, com o registro dos tópicos no caderno do líder, por parte dos líderes e com o destaque da coordenadora para as metas e prazos estabelecidos durante a reunião. 

Reunião com a comunidade

Dia D  – 10-08-2013

Com o objetivo de apresentar os resultados da escola nas avaliações externas e as ações que a escola vem desenvolvendo para melhorar a qualidade do ensino oferecido, a equipe pedagógica junto com a coordenação do REM reuniu em slides as evidências do trabalho escolar explicando as estratégias adotadas pela escola como PIP, Complementação de Carga horária do professor, REM com aulas diferenciadas, PEAS e outros projetos desenvolvidos, com o intuito de que a escola não está de braços cruzados diante das dificuldades que surgem, mas que estamos trabalhando coordenadamente para o sucesso dos alunos. Depois da reunião os pais foram convidados para  ver a Feira do REM, na qual os alunos apresentaram o conteúdo das empregabilidades aos pais.

10ª Reunião com os professores

Dia D – Reunião com os professores – 07-08-2013

Com um objetivo principal de realizar um diagnóstico da realidade produtiva da escola e elaborar um plano de ações para melhorar os resultados da escola em relação ao acordo de metas, a reunião planejada foi composta de apresentação do diagnóstico através de slides e duas oficinas, nas quais os professores deveriam traçar o plano de intervenção pedagógica para suas turmas. Em relação ao PIP, foi exposta a relação complementar entre o REM e o CBC através do PIP, já que o conteúdo das empregabilidades põem em prática os conteúdos aprendidos no currículo básico. Durante a oficina, os professores do ensino médio foram convidados a se reunirem com os professores das empregabilidade para conhecer os projetos que estes estavam desenvolvendo com suas turmas e assim, porem planejar ações coordenadas com esses projetos, observando as necessidades que os alunos teriam para realiza-los. O Resultado dessa oficina foi negativo em termos práticos, porém muito importante em termos avaliativos. Na prática, a reunião não funcionou, muitos professores do CBC simplesmente se recusaram a participar dos grupos de empregabilidade, desses alguns  participaram de má vontade ao serem chamados individualmente para o grupo, fazendo comentários do tipo “vamos ver que moda vou ter que inventar agora”. Esse comportamento foi decisivo para que a direção e coordenação tomasse um novo rumo na forma de conduzir os trabalhos do REM, pois o comportamento dos professores, a rejeição e má vontade em aderir ao projeto, foi interpretado como a prova cabal de que sozinhos, eles não modificariam sua rotina, não alterariam sua forma de planejar e trabalhar com os alunos e que a coordenação teria que dar outro rumo ao planejamento. Foi a partir das observações feiras neste dia, juntamente com as observações feitas pelos alunos líderes em reunião posterior, que o nasceu uma semana depois, o projeto da Feira de Conhecimento.   

3º Bimestre: Motivação


O terceiro bimestre começou com uma avaliação preocupante: o Reinventando não havia motivado suficientemente os professores do CBC e CBCe e , consequentemente, não havia atingido satisfatoriamente os alunos, de modo geral. A avaliação por parte da coordenação também não estava nada boa, os professores – como os alunos já haviam observado bem - das áreas de empregabilidade já haviam encontrado uma “zona de conforto” seguindo apostilas de planejamento estratégico, de curso de informática, por exemplo. Em reunião com os líderes, os alunos registram a falta de motivação de alguns professores e as dificuldades com as disciplinas que estavam se tornando “teóricas” demais.  Por outro lado, os professores se queixavam, principalmente, da falta de autonomia dos alunos, que não traziam as atividades em dia e não mostravam dedicação dos trabalhos, como pode ser observado pelo rendimento mediano das turmas.  Esse quadro ficou bem esboçado na apresentação dos alunos no Dia D – Toda a comunidade faz a diferença, onde as professoras de Recursos Naturais fizeram com os alunos uma “feira” com os temas estudados durante o primeiro e segundo bimestre, Gestão e Empreendedorismo apresentou um banner com fotos e portfólios de alunos e Tecnologia de Informação, slides com fotos de aulas no laboratório.
Diante desse retrato, a solução foi intervir diretamente no planejamento das aulas, apresentando aos professores um projeto de caráter prático que envolvia a já tradicional feira de conhecimento. A ideia original da feira apresenta pelo diretor era estender o trabalho da feira de conhecimento em duas etapas: uma apresentação e palestras para os alunos da escola, além da exposição propriamente dita a comunidade. Associando esse projeto ao REM, foi passado aos alunos do primeiro ano que associassem o tema do trabalho a área de empregabilidade que cursavam e aos professores, foi orientado que transformassem o projeto dos alunos no conteúdo das aulas de empregabilidade, de maneira que todo o conteúdo teórico dado no primeiro e segundo bimestre fosse agora aplicado em simulações de situações e problemas reais.
A intervenção, embora não tenha sido bem vista no início tanto por professores quanto por alunos, apresentou resultados satisfatórios, pois deu novo fôlego às aulas de empregabilidade e motivou os alunos que responderam com mais entusiasmo e dedicação ao projeto. O curso de capacitação para os professores também contribui muito para injetar novo ânimo aos professores, que viram reforçadas pela Secretaria as demandas já colocadas pela coordenação sobre planejamento e gestão de aulas.
Assim, a conclusão que se chega é que as mudanças provocadas pelos projeto são muito maiores do que realmente pensamos ser e exigem uma intervenção mais concreta e precisa na “realidade escolar”, pois o projeto atinge direta e imediatamente na passividade existente no ambiente escolar, tanto em professores, quanto em alunos, mas também presente na equipe pedagógica e administrativa, engessada pelo laisse faire dos problemas cotidianos e roteiros prontos para resolvê-los. As experiências do primeiro e segundo bimestres deixam claro que a desmotivação é conveniente tanto aos professores quanto aos alunos, na medida em que funciona como justificativa para o fracasso. Porém, revelam também que a desmotivação é um ciclo vicioso causado pela falta de meios diversificados para enfrentar a imaturidade e dependência típicas da faixa etária dos alunos dos primeiro ano.

Nesse sentido, é preciso uma intervenção externa, é necessária uma ação ampla e universal que atinja simultaneamente professores e alunos, que tire ambos –ao mesmo tempo – de sua zona de conforto e exija uma resposta rápida e bem feita.  Se assim é, a função da coordenação não pode ser confundida com as funções da supervisão e vice direção. Pois enquanto a supervisão e vice direção atua diretamente sobre o trabalho do professor e do aluno, na análise e orientação da ação dos professores ou do alunos em relação aos objetivos específicos da escola, a coordenação atua sobre o ambiente escolar, na produção e resultados alcançados coletivamente através do trabalho coordenado de toda a equipe.