segunda-feira, 10 de junho de 2013

Nascimento - Seminário de Percurso Curricular


O seminário de percurso curricular da nossa escola não seguiu as orientações, nas quais eram sugeridas palestras com profissionais da área, palestra com os professores das empregabilidades, enfim algo como uma grande "inauguração". Ao contrário, foi bem sutil, feitos aos poucos, durante toda a semana.



Muitos fatores contribuíram para essa formatação do seminário: o "balde de água fria" que foi a primeira reunião de planejamento com os professores, a insegurança dos professores que assumiram as empregabilidades, as turbulências que a nova carga horária de 16 horas/aula e o sexto horário provocaram na escola. O sexto horário em particular, pois 50% dos nossos alunos dependem do transporte escolar, o que exigiu mudanças na logística de transporte. Além disso, a primeira semana de aula do REM começou com um professor a menos e três professores que não haviam ido ao curso de capacitação em Belo Horizonte em 2012.

Por isso, na primeira semana, todos os professores se organizaram em torno de um programa que previa  uma reflexão sobre o ensino médio, expectativas e muitas, muitas dúvidas sobre as mudanças que estavam sendo operadas na escola. Assim, enquanto os professores seguiam o roteiro das atividades reflexivas, a coordenação interviu com o cartaz acima, com o intuito de aumentar a curiosidade dos próprios alunos. No dia seguinte, cartazes sobre cada uma das áreas "apareceram" no pátio. Só no dia terceiro dia, fui para salas, uma a uma apresentando o REM para os alunos em seus detalhes.



               





Atiçada a curiosidade, o seminário em sala permitiu que os alunos se sentissem mais a vontade para colocar suas dúvidas, e eu, em respondê-las dando-lhes mais atenção. Depois do seminário, foi aplicado um questionário vocacional, para ajudá-los na escolha que fariam. Depois preencheram uma cédula de escolha. Os dois dias restantes da semana foram usados para enturmar os alunos, já que optamos por formar turmas de empregabilidade a partir da escolha da maioria e o remanejamento daqueles cuja escolha diferia da maioria.



Passado o recesso de carnaval, os professores fizeram introduções sobre suas empregabilidades, mas os alunos ainda não haviam sido remanejados, pois muitos estavam em dúvidas, e muitos acabaram voltando atrás em suas escolhas. Ficamos ainda uma semana "amadurecendo" a escolha dos alunos por uma empregabilidade e a nossa por organizá-los em turmas de empregabilidade. 




Somente no dia 23, sábado, os pais foram chamados para uma reunião onde o REM foi formalmente apresentado, sendo explicadas as escolhas feitas pelos filhos. Após a reunião, alunos e pais responderam um questionário avaliando a reunião e confirmando a escolha da filho ou alterando-a, de acordo com a vontade da família. Para conferir o relatório completo clique aqui.



Já ponderei em outra postagem que errei no planejamento do seminário, cuja forma fragmentada não atendeu a uma de suas funções que seria levar o REM para todos os seguimentos, envolvendo assim a escola inteira. Porém, não sei até que ponto a forma fragmentada que o seminário tomou não foi reflexo do modo como a escola recebeu o projeto, afinal, do curso de capacitação à primeira semana de aula, nada na rotina burocrática da escola havia se alterado e a tentativa de trabalhar em grupo com os professores, como descrevi na outra postagem citada, não deixou muita abertura para isso. Sem querer jogar a culpa no outro, mas apenas justificando o modo como as decisões foram tomadas, eu afirmo que usei o material que tinha disponível dentro do tempo limitado. E acredito, olhando agora 4 meses depois, que a forma fragmentada do seminário me parece muito mais consequência da recepção do projeto do que o contrário. Mas, é claro, posso estar enganada.






terça-feira, 28 de maio de 2013

A Gestação I - Janeiro de 2013


Durante o mês de janeiro, eu -a coordenadora- e a professora Maria Cristina nos reunimos para produzir um projeto de construção das salas ambiente, em conjunto também foi elaborado um projeto de segurança para a escola, com o intuito de resguardar os novos bens adquiridos com o REM.  Esse projeto, entretanto, passou por reformulações posteriores, analisado e emendado em reunião específica para o PPP da escola( veja nas próximas postagens)

Realizado o projeto e entregue a Direção, me entreguei ao planejamento da reunião de planejamento do início do ano. Apresentei uma metodologia - que criei durante o mês de janeiro- para viabilizar o trabalho em equipe com todo 1º ano, tendo em vista os conteúdos interdisciplinares do noturno e a colaboração entre os professores do CBC e REM. (visualize a apresentação aqui e o manual aqui). A recepção não foi muito boa, não consegui convencer os professores da necessidade do planejamento em equipe, circulou pela sala comentários do tipo "eu sempre fiz assim e deu certo, não vou mudar agora" e, por fim, apenas os professores do REM se reuniram, duas semanas depois,  para realizar um planejamento anual com base nas ementas disponibilizadas na CRV (centro de referência virtual). Mais detalhes dessa reunião aqui.

O ano letivo seria iniciado assim:  a escola andava as voltas com a solução para o transporte escolar, os professores de maneira geral estavam preocupados com a nova organização do trabalho (tinha finalmente saído a resolução que alterava o número de 18 aulas para 16). Os professores ainda não havia organizado material algum sobre suas empregabilidades, pois ainda não havia sido disponibilizados os conteúdos do CRV. Para piorar, como nem todas as empregabilidades tinham ainda professores, tive que me desmembrar em aplicar as atividades da primeira semana e planejar o Seminário de  Percurso Curricular. 

Eu estava em apuros!

Observando agora, de longo, avalio três problemas interligados na forma como conduzi o REM: 

1. A minha falta de critério para identificar a prioridade, ou trocando em miúdos, passei o carro na frente dos bois.  A montagem das salas ambientes é uma das prioridades do REM, mas não a primeira delas. Naquele momento eu deveria ter me dedicado ao Seminário de Percurso Curricular. Se assim eu tivesse feito, não teria passado pelo segundo problema, que foi

2. A minha ineficiência em criar um senso de equipe, pois poderia ter colocado o Seminário de Percurso Curricular  como uma atividade de toda a escola, envolvendo assim todos em um projeto coletivo e dinâmico, induzindo o sentimento de equipe a surgir desse trabalho coletivo. Se assim eu tivesse feito, não teria passado pelo 3º problema, que foi 

3. A falta de tempo para as demandas, pois todo o Seminário Curricular ficou centralizado em mim, impedido dessa forma que os professores participassem e, de quebra, afastando-os ainda mais. 

Realmente, eu percebi tanto no curso de capacitação quanto nas orientações, uma sobrevalorização do Seminário de Percurso Curricular, porém o verdadeiro sentido dele não havia ficado claro para mim. Para mim, ele não passava de uma apresentação formal das mudanças que ocorreriam na escola para a comunidade escolar. Mas ele é muito mais do que isso: Ele é o centro gravitacional do projeto.

Através dele, o coordenador permite o encontro dos alunos, docentes, funcionários, pais e sociedade para ouvir e discutir a educação dos seus jovens. 

Acredito que minha inépcia tenha origem na minha formação profissional. Sou professora licenciada em Letras e não em Pedagogia, minha experiência como professora me condicionou a uma visão fragmentada da escola, causada por seu próprio trabalho fragmentado (Marx, como sempre, estava certo!). O professor enxerga a escola do ponto de vista das inúmeras "salas de aula"  com vários objetivos, com várias metodologias, como várias obrigações diferentes, e não do ponto de vista institucional como uma única equipe organizada em função de um objetivo.


Descobri que muitas tensões entre professores e especialistas se devem a essa diferença de ponto de vista não é de opinião - do que cada um acha ou gosta, mas do modo como veem a mesma realidade. Ao falar do seminário de percurso curricular, talvez um pedagogo consiga  interpretá-lo como um instrumento socializador, um instrumento de coordenação da comunidade escolar, mas para do ponto de vista do professor parecia apenas um encontro. 

Mas como nem todo leite foi ainda derramado, tentarei agora no final do segundo bimestre uma manobra para tentar resolver essa "falha". 

CIA 2º Bimestre

Turmas do Noturno - 1º E e F

O tema das atividades extraclasse desse bimestre é:

Minha vida escolar é o meu primeiro currículo


Abaixo segue o cronograma de atividades:


Data
Atividade
Valor/freq.
Avaliação
Até dia
07/06
Acessar o link abaixo e ler o artigo escolhido sobre empregabilidade e retirar dele o conceito de empregabilidade e as bases para construí-la.

2 aulas
5,0 pts
Enviem as repostas como “comentários” desse post ou entregar em folha separada a coordenação.
até dia
14/06
        Devem ler os textos fornecidos por seus professores sobre como a disciplina que lecionam contribuem para a sua empregabilidade e redigir um pequeno texto para cada um de seus professores sobre os habilidades que ele pretende adquirir nas aulas de cada conteúdo. 
28 aulas
20,0 pts
Entregar as produções de textos para cada um dos professores.